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terça-feira, 9 de novembro de 2010

BARQUINHA

Olá irmãos


Que a paz de Oxalá esteja com todos


Queridos leitores, hoje falarei um pouco sobre uma prática religiosa, que tem alguns aspectos da Umbanda, chama-se "Barquinha".

Daniel Pereira de Mattos nasceu no Maranhão no dia 13 de julho de 1888, na cidade de São Luis, sendo conterrâneo de Raimundo Irineu Serra, fundador da doutrina do Santo Daime.
Aos sete anos de idade entrou como grumete na Marinha. Chegou a Rio Branco numa fragata no tempo da Revolução Acreana, como 2º Sargento da Marinha. Terminada a revolução pediu baixa e se estabeleceu na cidade, trabalhando como barbeiro no bairro 6 de agosto, onde também residiu.
Logo após, passou a morar em um bairro próximo ao centro da cidade, conhecido até os dias atuais como bairro do Papôco. Este espaço situa-se às margens do rio Acre e era bastante freqüentado por navegantes que por ali passavam, sendo também famoso por ser uma zona de prostituição (Araújo Neto, 1995:17-18).
Sabe-se que Daniel foi um grande boêmio da cidade de Rio Branco. Bebia, fumava, fazia composições musicais que falavam de paixão, de amor e busca pela mulher desejada. Muitas vezes, em virtude do estado de embriaguês, dormia ao relento.

Daniel ficou seriamente doente, com problemas no fígado, ocasionados pelo abuso do álcool. Sabendo da gravidade da enfermidade de seu conterrâneo e amigo Irineu Serra convidou-o a fazer um tratamento espiritual através do “daime”. O tratamento teve início em 1936, sendo interrompido por Daniel, quando se encontrando melhor de saúde, voltou a beber. Doente novamente foi chamado por Irineu para fazer um novo tratamento.
Daniel participou de diversos trabalhos na Igreja de Mestre Irineu, onde ajudou a musicar os primeiros hinos de Irineu. Durante os trabalhos de concentração realizados no centro, tocava seu violão, onde suas composições preenchiam o trabalho em lindas canções.
Neste período, tomou numa certa ocasião o Santo Daime e sozinho, teve uma visão em que as portas de céu se abriam e dois anjos desciam com um livro todo azul nas mãos, contendo sua missão espiritual de fundar uma Doutrina cristã fundamentada na caridade. Esta revelação já havia aparecido em duas outras oportunidades, uma delas idêntica, pois cansado e sob o efeito do álcool, adormeceu a margem de um igarapé onde teve um sonho que descida do céu os dois anjos que lhe entregaram um livro de cor azul e falavam no cumprimento de uma missão.
A visão do livro azul por Daniel pode ser encarada como o primeiro ensinamento da doutrina desta religião. Cada página deste livro foi e continua sendo instruções recebidas e essas mensagens ligam-se à cor do livro, o azul, representando o céu, de onde provêm revelações de entidades santificadas. (Sena Araújo)
Dirigiu-se a Mestre Irineu, relatou o ocorrido e foi por ele aconselhado (auitorizado) a cumprir o que lhe tinha sido ordenado. Instalou-se numa casinha muito simples de madeira de paxiúba e pau roliço, coberta de palha, numa área de 2.500m², no seringal Santa Cecília - atual bairro Vila Ivonete - que lhe foi doada pelo Sr. Manoel Antão da Silva, onde começou sozinho sua Missão de luz, recebendo salmos do astral. Estas canções, recebidas mediunicamente, transmitiam os preceitos e ensinamentos da doutrina cristã.
Neste espaço deu início aos trabalhos de atendimentos que designou de "Obras de Caridade". Inicialmente ficou conhecido como "Capelinha de São Francisco", por ser São Francisco um dos principais mentores da Casa. O número de freqüentadores aos trabalhos espirituais do centro no princípio era bastante reduzido. Pessoas humildes com problemas de saúde, alcoolismo e/ou familiares recorriam a Mestre Daniel com o intuito de resolvê-los.
Estes atendimentos eram realizados em crianças e adultos, principalmente os caçadores da região e seus familiares. Posteriormente, moradores da zona urbana de Rio Branco passaram a procurá-lo.
Em 1957, Mestre Daniel começou a preparar a irmandade para uma viagem que deveria fazer brevemente, já que se encontrava a algum tempo enfermo com um problema na garganta.
Após o cumprimento de uma penitência de 90 dias, que ficou conhecida como "Romaria dos 90 dias" e que seria uma espécie de preparação para a "sua viagem", desencarnou no dia 08 de setembro de 1958, no interior da casinha de feitio do daime, às 18:30h, no início da romaria de São Francisco das Chagas. Seu corpo foi colocado no interior da igreja, sobre a mesa de concreto que ainda estava em fase de construção.

Alguns textos estudados pela Barquinha:


A Caridade

Capítulo 13 da Primeira Epístola do Apóstolo Paulo aos Corítios
1 – Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Caridade, seria como metal que soa ou como o sino que tine.
2 – E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesseCaridade, nada seria.
3 – E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse a Caridade, nada disso me aproveitaria.
4 – A Caridade é sofredora, é benigna; a Caridade não é invejosa; a Caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 – Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 – Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 – Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 – A Caridade nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 – porque, parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 – Mas quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11 – Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 – Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13 – Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e a Caridade, estas três, mas a maior destas é a Caridade.

Que Oxalá nos abençoe sempre


Saravá  .'.


"Semirombá"
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CATIMBÓ


Olá irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos


Pois bem se vocês lembram bem, a algumas semanas uma postaem falava sobre o "Culto à Jurema" ou "Jurema Sagrada", este culto que é muito difundido no nordeste foi lembrado aqui no blog como  um culto que algumas entidades praticam quando estão em terra como por exemplo os Caboclo, mas os Baianos e Boiadeiros também praticam alguns ensinamentos destes rituais, sendo assim o Catimbó também é muito praticado dentro da Umbanda, o Mestre mais famoso é Mestre Zé Pelintra que é um grande catimbozeiro, para quem não conhece segue abaixo um esboço sobre este assunto e para quem conhece fica aqui mais um pouco de conhecimento sobre o Catimbó na Umbanda.

O Catimbó, assim como a maior parte das religiões xamânicas, é considerado um culto de transe e possessão, no qual as entidades, conhecidas como Mestres, se apoderariam do corpo do Catimbozeiro e, momentameamente, tomariam todos os domínios básicos do organismo. Entretanto, diferentemente do que ocorre na Umbanda, onde os espíritos se organizam em direita e esquerda conforme a natureza positiva ou negativa que possuam, os Mestres são relativamente neutros, podendo operar tanto boas quanto más ações. Tais Mestres seriam figuras ilustres do Catimbó, que, quando vivos, teriam realizado diversos atos de caridade por intermédio do uso de ervas e propriedades xamânicas, de modo que por ventura de sua morte, teriam sido transportados a uma das Cidades místicas do Juremá, localizada nas imediações de um arbusto de Jurema plantado pelo Mestre anteriormente a seu falecimento.

Subordinados aos mestres, encontram-se as entidades conhecidas como Caboclos da Jurema. Esta forma de espírito ancestral, representa os pajés e guerreiros indígenas falecidos, envidados ao Mundo Encantado de forma a auxiliarem os Mestres na realização de boas obras. Os Caboclos são sempre invocados no início do culto, antes mesmo da incorporação seus superiores. Estes seres espirituais, seriam os responsáveis pela prescrição de ervas medicinais, banhos e rezas que afastariam o mau-olhado e o infortúnio.

O universo espiritual do catimbó segue o mesmo padrão estamental do catolicismo (de onde se origina as crenças de céu, inferno e purgatório bastante difundida entre os Catimbozeiros) diferindo, apenas, pela adição do Juremá, onde habitariam os Mestres da Jurema e seus subordinados. Segundo a crença, o Juremá seria composto de uma profusão de aldeias, cidades e estados, os quais trariam um rígida organização hierárquica, envolvendo todas as entidades Catimbozeiras, tais como caboclos da jurema e encantados, sob o comando de um ou até três Mestres.


Cada aldeia tem 3 Mestres. Doze aldeias fazem um estado com 36 Mestres. No Estado ha cidades, serras, florestas, rios. Quantos são os estados? 7 segundo uns: Vajucá, Tigre, Cadindé, Urubá, Juremal, Fundo do Mar e Josafá.

A origem do termo catimbó é controversa, embora a maior parte dos pesquisadores afirme que deriva da língua tupi antiga, onde caa significa floresta e timbó refere-se a uma espécie de torpor que se assemelha à morte. Desta forma, catimbó seria a floresta que conduz ao torpor, numa clara referência ao estado de transe ocasionado pela ingestão do vinho da jurema, em sua diversidade de ervas. Outras teorias, porém, relacionam o vocábulo com a expressão cat, fogo, e imbó, árvore, neste mesmo idioma. Assim, fogo na árvore ou árvore que queima relataria a sensação de queimor momentâneo que o consumo da Jurema ocasiona. A Em diversos estados do nordeste brasileiro, onde os rituais de catimbó são frequentemente associados à prática de magia negra, a palavra ganha um significado pejorativo, podendo englobar qualquer atividade mágica realizada no intuito de prejudicar outrem.


Catimbó é uma pratica mágica baseada no Cristianismo de onde apóia toda a sua doutrina religiosa. O

Catimbó não inventa Deuses ou os importa da África porque não faz parte das religiões afro-brasileiras.
Isto pode parecer polêmico, mas, o Catimbó não é afro, não é Candomblé e não é a Umbanda como se
conhece comumente, mas pode ser considerado uma manifestação de Umbanda.
Catimbó não é uma religião ou seita. Podemos de considerá-lo um culto, uma vez que não encontrarmos
os elementos estruturados que são característicos, como os fundamentos religiosos próprios, com liturgias
e dogmas. O Catimbó se apóia totalmente na religião católica, apesar de guardar um pouco das práticas
pagãs, vindas da bruxaria européia.

O termo Mestre é de origem portuguesa, onde tinha o sentido tradicional de médico, ou segundo Câmara


Cascudo, de feiticeiro. Este é o primeiro elemento de ligação do Catimbó com tradições européias,
provavelmente cabalistas e mostra também nestes 2 significados a expressão semântica do trabalho do
Mestre, a cura e a magia.
De forma geral os Mestres são descritos como espíritos curadores de descendência escrava ou mestiça, que
em suma é a característica dos habitantes das regiões onde o Catimbó floresce, mas que não deve ser
tratado como um dogma. Dizem os juremeiros que os Mestres foram pessoas que quando em vida
trabalharam nas lavouras e possuíam conhecimentos de ervas e plantas curativas. Por outro lado algo
trágico teria acontecido e eles teriam se passado, isto é, morrido, encantando-se, podendo assim voltar a
acudir os que ficaram “ neste vale de lágrimas”.
Não existe Mestre do bem ou do mal. O Mestre é uma entidade que pode fazer o bem ou o mal de acordo
com a sua conveniência, a ordem da casa e a ocasião.

Alguns Mestres Conhecidos:

Mestre Pereira
Tem como fundamento o pau pereira. Este mestre é a evolução do antigo Antonio Tirano, dito mestre sem linha. Ele é uma mostra viva que o Catimbó existe para recuperar estas almas que perdem o seu caminho na passagem pela terra fria. Antonio Tirano é personagem passado de uma história terrível na qual ele em momento de desespero de falta de esperança, mesmo que momentânea, ele matou sua família de mulher e 2 filhos e depois se matou. Na hora de sua passagem foi resgatado por mestre do

Catimbó que trouxe-o para o Catimbó mesmo ele não tendo sido Catimbozeiro em vida.
Na sua forma de Pereira, é um mestre em evolução. Vinha muito sério e ainda meio encrenqueiro, com pouco "pavio", mas vinha com uma vontade enorme de ajudar as pessoas, curá-las e fazer o bem. Era uma criatura muito faladora que gostava de "filosofar" sobre a vida e passar lição nos outros que estavam comentendo erro. Trabalhava com a casca do Pau pereira.

Mestre Carlos

Rei dos mestres, conhecidíssimo em qualquer sessão de Catimbó. Era um rapaz que gostava de beber e jogar "farrista", andava no meio de "mulheres perdidas e gente livre", Filho do Inácio de Oliveira, conhecido feiticeiro. O pai tinha desgosto e não o queria
iniciar na feitiçaria. Contam, então, que Mestre Carlos "aprendeu sem se ensinar", quando de uma bebedeira caiu num tronco de Jurema e morreu após 3 dias. Essa bebedeira seria o resultado de práticas rituais do Catimbó exercidas solitariamente e sem
iniciação. Um dia o pai saiu de casa e Carlos, com 13 anos apenas, penetrou no "estado", tirou objetos imprescindíveis de invocação e saiu com eles. Foi num mato de juremeiras e iluminado por uma presciência maravilhosa conseguiu abrir uma sessão sozinho e invocar um mestre. Logo como em geral sucede, quando o mestre se desmaterializou outra vez caiu desacordado. O pai chegou em casa, Carlinhos nada de voltar. No dia seguinte a inquietação principiou. Andaram campeando o menino por toda a parte e no outro dia seguinte, Inácio de Oliveira, deseperado, reuniu gente e fez uma sessão. Quando caiu em transe, que mestre
entrara no corpo dele? Nada menos que Mestre Carlos o mestre menino.
Mestre Carlos é caracterizado como um entidade algre, que gosta de brincar e rir durante as sessões; gosta de bebida, bebe jurema e cachaça. Especialista em casamentos e descobridor de segredos, estando sempre pronto para o bem e o mal.
Considerado pelos juremeiros como um mestre curador. Quando incorporado o medium transforma a fisionomia, fica meio estrábico, os lábios ficam em forma de bico; fala muito conversa com os presentes, gesticula, brinca, ri, receita garrafadas e dá passes.


Mestre Junqueira e Mestre Aroeira
 
Estes dois Mestres são chamados no ínicio dos trabalhos, pois são comandantes da esquerda e grandes doutrinadores, senhores das portas, os grandes guardiões do Culto ao Catimbó. Mestre Junqueira trabalha com a erva Junco e Mestre Aroeira com a erva aroeira.
 
Outros mestres conhecidos: Mestre Zé Pelintra, Mestre Major do Dia, Mestre João da Mata, Mestre Zezinho, Mestre Arigó, Mestre Araribóia, Mestra Joana Chita, Mestra Dalila entre tantos outros.


Além dos caboclos e dos Mestres, vêm na jurema, mas com menos freqüência os pretos-velhos e pretas-velhas. Espíritos de velhos escravos africanos, peritos em benzeduras e nos conselhos que dão a seus “netinhos” dos terreiros. Temos aqui, talvez, uma influência da umbanda sobre o custo juremista.
Contudo a influência dos cultos africanos é mais bem expressa na incorporação dos exus e pombagiras ao panteão. Na jurema eles aparecem como servos dos Mestres.Juntam-se a esta panteão os santos da Igreja Católica, que são cumprimentados pelos Mestres e caboclos e aos quais encontramos referências nas cantigas e nas orações utilizadas nos fazeres mágicos ensinados pelos espíritos. Também encontramos em algumas juremas os Orixás do Xangô. Em algumas casas se abrem as giras de jurema cantando para os deuses de origem africana, depois de saudar Exu. Entretanto as cantigas são geralmente em português como na umbanda.

Que Oxalá nos abençoe sempre


Saravá  .'.


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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

CULTO À JUREMA SAGRADA



Olá Irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos

Pois bem irmãos damos início a mais um ano, este regido por Oxossí e Oxum, janeiro é o mês consagrado a este Orixá, pois o sincretismo com São Sebastião, este santo foi martirizado no dia 20 de janeiro e assim Oxossí comanda este mês.
Sendo assim como o ano passado, as postagens serão mais voltadas a este Orixá e aos Caboclos se algum irmão que acompanha o blog tiver material ou quiser pedir alguma postagem sobre algum caboclo fique a vontade e a medida do possível estarei postando.
Hoje nas giras de Umbanda quando os Caboclos baixam e até mesmo na roda dos Baianos e Boiadeiros vêmos a presença de uma cultura indigêna nos ritos, esta cultura nos remete ao "Culto à Jurema Sagrada", este culto é um culto muito antigo que algumas entidades utilizam esses elementos, não devemos confundir o culto da Umbanda com o da Jurema Sagrada e sim entendermos que a Umbanda abarca esses conhecimentos também, o Culto da Jurema Sagrada não é o Culto do Catimbó, pois bem entendamos um pouco sobre o Culto à Jurema Sagrada na Umbanda.
A jurema sagrada é remanescente da tradição religiosa dos índios que habitavam o litoral da Paraíba e dos seus pajés, grandes conhecedores dos mistérios do além, plantas e dos animais. Depois da chegada dos africanos no Brasil, quando estes fugiam dos engenhos onde estavam escravizados, encontravam abrigo nas aldeias indígenas, e através desse contato, os africanos trocavam o que tinham de conhecimento religioso em comum com os índios. Pôr isso até hoje, os grandes mestres juremeiros conhecidos, são sempre mestiços com sangue índio e negro. Os africanos contribuíram com o seu conhecimento sobre o culto dos mortos egun e das divindades da natureza os orixás voduns e inkices. Os índios, estes contribuíram com o conhecimento de invocações dos espíritos de antigos pajés e dos trabalhos realizados com os encantados das matas e dos rios. Daí a jurema se compor de duas grandes linhas de trabalho: a linha dos mestres de jurema e a linha dos encantados.



Apesar de bastante conhecida no Nordeste do Brasil ainda não há um consenso sobre qual a classificação extata da planta popularmente conhecida por Jurema. A Jurema (Acacia Jurema mart.) é uma das muitas espécies das quais a Acácia é o gênero. Várias espécies de Acácia nativas do nordeste brasileiro recebem o nome popular de Jurema.

As Acácias sempre foram consideradas plantas sagradas por diferentes povos e culturas de todo o mundo; Os Egípcios e Hebreus veneravam a "Acacia nilotica" (Sant, Shittim, Senneh), os Hindus a "Acacia suma" (Sami), os Árabes a "Acacia arabica" (Al-uzzah), os Incas e outros povos indígenas da América do sul veneravam a "Acacia cebil"(vilca, Huillca, Cebil), os nativos do Orinoco a "Acacia niopo" (Yopo) e os índios do nordeste brasileiro tinham na "Acacia jurema" (Jurema, Jerema, Calumbi) a sua árvore sagrada, a sua Acacia, ao redor da qual desenvolveu-se essa tradição hoje conhecida como "Jurema sagrada".
Dizem os mestre Juremeiros que Maria, a mãe de Jesus, escondeu Crito na Árvore da Jurema para que o Rei Herodes não o matasse.


O culto da Jurema está para a Paraíba, assim como o Iroko está para a Bahia. Esta arvore tipicamente paraibana, apesar de existir também em outros estados do nordeste, era venerada pelos índios potiguares e tabajaras, muitos séculos antes da descoberta Brasil. Em Pernambuco, existe um município cujo nome é Jurema devido a grande quantidade destas árvores que ali se encontra. A jurema (mimosa hostilis) depois de crescida é uma frondosa árvore que vive mais de 200 anos. Todas as partes dessa arvore são aproveitadas: a raiz, a casca, as folhas e as sementes, utilizadas em banhos de limpeza, infusões, ungüentos, bebidas e para outros fins ritualísticos. Os devotos iniciados nos rituais do culto são chamados de “Juremeiros”. Foi na cidade de Alhandra, município a poucos quilômetros de João Pessoa, que esse culto, na forma do Catimbó alcançou fama. A Jurema já era cultuada na antigüidade por pelo menos dois grandes grupos indígenas, o dos tupis e o dos cariris também chamados de tapuias. Os tupis se dividiam em tabajaras e potiguares, que eram inimigos entre si. Na época da fundação da Paraíba, os tabajaras formavam um grupo de aproximadamente cinco mil índios. Eles ocupavam o litoral e fundaram as aldeias Alhandra e a de Taquara.






Outro elemento muito usado é a bebida, a bebida é parecida com o Santo Daime, a receita não é informada nem mesmo aos praticantes e somente os Mestres bem antigos conhecem a mistura o que se sabe é que contem a casca da Jurema (Árvore) diluida em vinho ou aguardente. Uma bebida feita com a raiz da árvore do mesmo nome. Os pajés, sacerdotes tupis, faziam uma bebida da jurema-branca, que dava sonhos afrodisíacos. Era bebida sagrada, servida em reuniões especiais. Das raízes e raspas dos galhos, os feiticeiros, babalorixás pernambucanos, os mestres do catimbó, os pais-de-terreiro dos candomblé de caboclo na Bahia fazem uso abundante. Até o século XIX beber jurema era sinônimo de feitiçaria ou prática de magia, pelo que muitos índios e caboclos foram presos acusados de praticarem o "Adjunto da jurema"
Que Oxalá nos abençoe sempre

Saravá  .'.

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CAMINHO... "Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do Astral que se desdobram em muitas formas para te auxiliar. Seu caminho é e sempre será a Umbanda, enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao contato com a brasa incandescente e for acometido da sensação de estar sendo transportado para outro lugar, a Umbanda continuará sendo seu caminho enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te curvar, a simpatia das Pomba Giras te atrair e a ciranda dos Erês te relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza das crianças. Sim, seu lugar é no Templo que frequenta, enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao final de cada gira, enquanto os objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você preservar o respeito e lealdade ao seu Sacerdote ." - Sr. Caboclo Tupinambá

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Léo Del Pezzo, ou Pai Léo das Pedreiras. Médium Umbandista á 19 anos, consagrado Pai Espiritual.Dedica todo seu sacerdócio para levar o entendimento de conhecimentos esotéricos, filosófico e teologicos ,exaltando a "Umbanda", Escritor do livro: "SENZALA - A PRISÃO DA ALMA"