
Olá irmãos
Que a paz de Oxalá esteja com todos
Bem irmão falamos ontem dos Exus do Mar, hoje falaremos de outra falange muito importante na Umbanda dentro da linha dos Exus. São os exus das Matas, comandados pelo Senhor exu Marabô, alguns exus desta linha são: Exu das Matas, Exu Sete-Folhas, Exu Capa Preta, Exu Campina, Exu do Rio, Exu Folha Seca, Exu Toquinho entre tantos outros exus ligados ao elemento ar. Seu Capa Preta por exemplo é um dos exus das matas, normalmente os exus desta falange se apresentam como verdadeiros soldados, normalmente te uma postura correta, são sérios e tem um ar nobre. Segua abaixo uma oração a esses exus.
Oração aos Guerreiros da Selva
Senhor,
Tu que ordenaste ao guerreiro da selva:

"Sobrepujai todos os vossos oponentes!"
Dai-nos hoje da floresta:
A sobriedade para persistir,
A paciência para emboscar,
A perseverança para sobreviver,
A astúcia para dissimular,
A fé para resistir e vencer,
E dai-nos também Senhor,
A esperança e a certeza do retorno.
Tivermos que perecer, ó Deus!
Que o façamos com dignidade
E mereçamos a vitória!
Que Oxalá nos abençoe sempre
Saravá .'.
Olá irmãos
Que a paz de Oxalá esteja com todos
Bem primeiro quero deixar claro que estou homenageando todos os Exus chefe de falange que são o Sr Tranca Ruas, Gira Mundo, Tatá Caveira, Tiriri, Pomba-Gira, Marabô e Sete-Encruzilhadas, pois bem o ultimo ainda não foi homenageado e após esse postarei sobre os Exus "menores", a postagem sobre Exu Corcunda, foi feita pois é uma homenagem ao Exu que eu sirvo, e por este motivo peço a vocês irmãos que tiverem alguma matéria, história ou prece interessante a Exu que mande no meu e-mail, mas por favor não me mande preces de amarração. Segua abaixo irmãos a história de um dos inúmeros espirítos que se apresentam na linha do Senhor Exu Marabô:
O reino estava desolado pela súbita doença que acometera a rainha. Dia após dia, a soberana definhava sobre a cama e nada mais parecia haver que pudesse ser feito para restituir-lhe a saúde. O rei, totalmente apaixonado pela mulher, já tentara de tudo, gastara vultosas somas pagando longas viagens para os médicos dos recantos mais longínquos e nenhum deles fora capaz sequer de descobrir qual era a enfermidade que roubava a vida da jovem. Um dia, sentado cabisbaixo na sala do trono, foi informado que havia um negro querendo falar com ele sobre a doença fatídica que rondava o palácio. Apesar de totalmente incrédulo quanto a novidades sobre o caso pediu que o trouxessem à sua presença. Ficou impressionado com o porte do homem que se apresentou. Negro, muito alto e forte, vestia trajes nada apropriados para uma audiência real, apenas uma espécie de toalha negra envolta nos quadris e um colar de ossos de animais ao pescoço. - Meu nome é Perostino majestade. E sei qual o mal atinge nossa rainha. Leve-me até ela e a curarei. A dúvida envolveu o monarca em pensamentos desordenados. Como um homem que tinha toda a aparência de um feiticeiro ou rezador ou fosse lá o que fosse iria conseguir o que os mais graduados médicos não conseguiram? Mas o desejo de ver sua amada curada foi maior que o preconceito e o negro foi levado ao quarto real. Durante três dias e três noites permaneceu no quarto pedindo ervas, pedras, animais e toda espécie de materiais naturais. Todos no palácio julgavam isso uma loucura. Como o rei podia expor sua mulher a um tratamento claramente rudimentar como aquele? No entanto, no quarto dia, a rainha levantou-se e saiu a passear pelos gramados como se nada houvesse acontecido. O casal ficou tão feliz pelo milagre acontecido que fizeram de Perostino um homem rico e todos os casos de doença no palácio a partir daí eram encaminhados a ele que a todos curava. Sua fama correu pelo reino e o negro tornou-se uma espécie de amuleto para os reis. Logo surgiram comentários que ele seria um primeiro ministro que agradaria a todos, apesar de sua cor e origem, que ninguém conhecia. Ao tomar conhecimento desse fato o rei indignou-se, ele tinha muita gratidão pelo homem, mas torná-lo autoridade? Isso nunca! Chamou-o a sua presença e pediu que ele se retirasse do palácio, pois já não era mais necessário ali. O ódio tomou conta da alma de Perostino e imediatamente começou a arquitetar um plano. Disse humildemente que iria embora, mas que gostaria de participar de um último jantar com a família real. Contente por haver conseguido se livrar do incomodo, o rei aceitou o trato e marcou o jantar para aquela mesma noite. Sem que ninguém percebesse, Perostino colocou um veneno fortíssimo na comida que seria servida e, durante o jantar, os reis caíram mortos sobre a mesa sob o olhar malévolo de seu algoz. Sabendo que seu crime seria descoberto fugiu embrenhando-se nas matas. Arrependeu-se muito quando caiu em si, mas seus últimos dias foram pesados e duros pela dor da consciência que lhe pesava. Um ano depois dos

acontecimentos aqui narrados deixou o corpo carnal vitimado por uma doença que lhe cobriu de feridas.Muitos anos foram necessários para que seu espírito encontra-se o caminho a qual se dedica até hoje. Depois de muito aprendizado foi encaminhado para uma das linhas de trabalho do Exu Marabô e até hoje, quando em terra, aprecia as bebidas finas e o luxo ao qual foi acostumado naquele reino distante. Tornou-se um espírito sério e compenetrado que a todos atende com atenção e respeito.
>>> Luiz Carlos Pereira
Normalmente os espíritos desta linha são negros, pajés, feiticeiros que tiveram muito contato com a natureza, pois são ligados so Orixá Oxossí.
Que Oxalá nos abençoe sempre
Saravá .'.
EVENTOS QUE APOIAMOS
Abaixo Eventos, Festas, Ritos de parceiros do Blog. Se você leitor tiver algum evento contate em nosso email. ( paileodelpezzo@gmail.com)