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sexta-feira, 22 de maio de 2015

CULTURA CIGANA, TUDO SOBRE OS CIGANOS NA UMBANDA

Olá irmãos

 Que a paz de Oxalá esteja com todos

No passado, nós, ciganos éramos conhecidos como os "senhores da estrada". Andávamos de um lugar para outro, atravessando rios e florestas.


Percorríamos a Índia inteira, chegando ao Oriente Médio, para depois retornar. Atravessávamos reinos inimigos entre si. Para se ter uma idéia, só o Rajastão era dividido em pelo menos cem pequenos reinos.


Nós dispúnhamos de um salvo-conduto especial para atravessar uma determinada região. É que todo mundo precisava do nosso trabalho.


De fato, transportávamos mercadorias, servíamos de "correio" para as longas distâncias e éramos também os banqueiros dos grandes senhores - podíamos comprar ouro e trocá-lo por bens de consumo ou dinheiro.



Muitas vezes, o ouro e os objetos preciosos não eram carregados por nós em nossas longas viagens. Preferíamos enterrar tudo em lugares secretos.


No momento certo, sabíamos qual caixa-forte abrir para fazer os nossos negócios.




Nunca fizemos guerra. Como outros clãs, durante uma guerra, podíamos ser recrutados para ajudar um determinado exército, mas nunca para o combate.


Ficávamos na retaguarda, prestando às tropas todo tipo de serviço necessário. Em caso de derrota, nada sofríamos, porque todos reconheciam o nosso valor social.


Outras atividades importantes sempre foram a música, a dança, a acrobacia e o teatro nas cortes dos reis ou para os soldados.


Hoje, vocês podem encontrar-nos aos milhões em periferias anônimas, pobres, às vezes miseráveis. Dignidade suficiente, porém, não nos falta, numa sociedade que mudou muito desde os tempos em que nós, ciganos, éramos reis das estradas. Éramos os Banjaras (ciganos músicos e dançarinos). Mas, aproveito para lembrar de outros clãs:


Os Hakkipikki – caçadores do centro sul da Índia;


Os Gadha Lohar – que trabalham com metais;


Os Rabari – pastores de ovelhas, cabras e camelos;


Os Korwas – fabricantes de pulseiras, colares e coroas;


Os Kalibilias, os Nat e os Bopas – dançarinos, músicos, acrobatas de circo.


Estes são os verdadeiros nomes dos clãs que deram origem às pessoas que no futuro seriam chamados de ciganos.



Conforme vimos acima, “cigano” é um termo genérico surgido na Europa do Século XV.


Nós, no entanto, costumamos usar autodenominações completamente diferentes. E hoje, costumamos distinguir três grandes grupos:




Os ROM, ou Roma, que falam a língua romani; são divididos em vários sub-grupos, com denominações próprias, como os Kalderash, Matchuaia, Lovara, Curara entre outros; são predominantes nos países balcânicos, mas a partir do Século XIX migraram também para outros países europeus e para as Américas;


Os SINTI, que falam a língua romani-sintó são mais encontrados na Alemanha, Itália e França, onde também são chamados Manush;


E os CALON ou KALÉ, que falam a língua caló, “ciganos ibéricos”, que vivem principalmente em Portugal e na Espanha, onde são mais conhecidos como gitanos, mas que no decorrer dos tempos se espalharam também por outros países da Europa e foram deportados ou migraram inclusive para o Brasil.


Estes grupos e dezenas de sub-grupos, cujos nomes muitas vezes derivam de antigas profissões (Kalderash = caldeireiros; Ursari = domadores de ursos, entre outros) ou procedência geográfica (Moldovaia, Piemontesi,entre outros.), não apenas têm denominações diferentes, mas também falam línguas ou dialetos diferentes.


Os ciganos Rom, e entre eles em especial os Lovara, Matchuaia e os Kalderash, costumam auto-classificarem-se como ciganos “autênticos”, chamando a todos os outros clãs de “falsos ciganos”.


Mas como se isto não bastasse alguns clãs ciganos ainda se discriminam mutuamente, também, por outro motivo: os ciganos sedentários muitas vezes olham com desprezo para os ciganos nômades, dizendo: eles persistem nessa vida “primitiva”, enquanto os nômades acusam os sedentários de terem abandonado as tradições, e com isto terem deixado de ser ciganos.


Ao chegarmos na Europa, no início do Século XV, nós, ciganos, podíamos ainda ser identificados através de nossa aparência física, sendo a característica mais marcante a nossa pele escura. Hoje isto já não é mais possível. Casamentos com não-ciganos sempre ocorreram, de modo que em muitos países hoje, nós fisicamente, não nos distinguimos da população gadjé (não-cigana) nacional. Ciganos “racialmente puros” hoje não existem mais em canto algum do mundo, e do ponto de vista da Antropologia, nunca existiram, porque nunca existiu uma “raça” exclusivamente classificada como cigana. Ou um país, cujo habitante fosse denominado de cigano. Impossível, portanto, identificar os ciganos através de características físicas peculiares ou estabelecer “critérios biológicos de ciganidade”.


Classificar como “verdadeiros ciganos” todos aqueles que falam um dos vários dialetos romani, também não adianta, porque muitos ciganos já não o falam mais e outros o dominam muito mal, ou até já o esqueceram por completo.


Quanto à suposta autenticidade Kalderash, Lowara e Matchuaia , afirmo como antropólogo, lingüista e cigano que é inadmissível a distinção entre “verdadeiros ciganos”, aos quais se atribuem uma origem exótica e riqueza cultural, e “os outros”. Ou seja: não existem ciganos autênticos e falsos ciganos: existem apenas Rom, Sinti e Calon, que possuem inúmeras autodenominações, que falam centenas de dialetos, que têm os mais variados costumes e valores culturais, que são diferentes uns dos outros, mas que nem por isso são superiores ou inferiores uns aos outros.


Em comum, todos, nós, ciganos, temos apenas uma coisa: uma longa História de Espiritualidade, de Arte, de perseguição, de discriminação pelos não-ciganos , em todos os países por onde passamos, desde o nosso êxodo do norte da Índia até ao aparecimento na Europa, no início do Século XV.



Fonte: http://www.gitano.baro.com.br/
 Que Oxalá nos abençoe sempre



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quarta-feira, 20 de maio de 2015

ALTAR CIGANO, ALTAR SANTA SARA

Olá irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos


A importância de um altar para os Encantados Ciganos Orientais é que o altar serve como elo e comunicação entre o Cigano e seu médium. A partir do momento em que existe a intenção de se dedicar o altar a um Cigano, ali se cria uma ponte espiritual; onde quer que esteja, o Cigano que é cultuado ali, sempre irá ouvir o chamado feito pelo médium diante do altar.


A base de um altar para os Ciganos são os 4 elementos. Para representá-los, usa-se:


Um castiçal com uma (ou mais) velas – representa o fogo, mesmo que a vela esteja apagada. As cores podem ser qualquer uma, exceto roxo (lilás/violeta pode), preto e marrom. Essas cores só são usadas em certos tipos de rituais.


Uma taça bonita com água. A água é simbolismo do sentimento, por isso deve ser sempre o mais pura e limpa possível. Essa água na taça atua como um catalisador de más energias, e quando estiver turva, deve ser jogada em água corrente e trocada, sempre por água filtrada ou mineral.


Um incensário, onde um incenso deve ser aceso pelo menos uma vez por semana – representa o ar, mesmo sem incenso. Para quem não conhece os gostos dos seus Ciganos, um regrinha muito simples deve ser seguida para evitar desagrados, quanto aos aromas (embora pra maioria os aromas sejam indiferentes, é melhor não arriscar): Incenso Floral para Ciganas (rosa, violeta, lírio, dama da noite, jasmim, etc.) e Incenso Herbal para Cigaos (Sandalo, canela, cravo, eucalipto, mirra, alecrim, benjoim, etc.).


E cristais, de vários tipos, cores, formas e tamanhos; caso não seja possível ter muitos, coloque algum(s) escolhido(s) por intuição. O ideal é ter pelo menos uma pedra em estado bruto/ponta. As pedras podem ficar também num pote de vidro transparente sem tampa, desses que vendem em lojas de presente, com água, pois a mesma potencializa a capacidade energética dos Cristais. Os cristais fecham o ciclo, representando a terra. Paralelamente, cada elemento está relacionado a um aspecto de nossos seres – Corpo - terra, Coração (emoção) - água, Mente - ar e Espírito - fogo. Além desses elementos, que são básicos, qualquer outra coisa que seja sentida por intuição, pode ser colocada: baralho, leque, adornos, lenços, baú, etc. As únicas exceções são: Punhal – só deve ser colocada um punhal já trabalhado, ou seja, que tenha passado pela magia de um Cigano, que pode ser o seu incorporado, ou o de outra pessoa (alguém que fez o trabalho no punhal para você – nesse caso, recomendo muitíssimo cuidado antes de aceitar). Além disso, colocar de cara Ouro é perigoso também... O ouro é energeticamente refletor, e se o Espírito para o qual o altar é dedicado não entender que o Ouro é para ele, não vai conseguir se aproximar. E os bonecos... De antemão já digo: Encantados Ciganos Orientais não gostam muito de bonecos de gesso. Tem que ser um muito bonito para agradar. A preferência está mesmo nos bonecos de porcelana, esse que se nas lojas com roupas de pano, e tudo mais. Essa preferência também ocorre pelo fato da possibilidade de mudar a Roupa. Mas, não é recomendável colocar no altar um boneco aleatoriamente, pois se o Espírito para o qual o altar é dedicado não se identificar com o boneco, a aproximação será mais difícil.


Para o fortalecimento do trabalho Cigano, é muito bom colocar uma fruta no altar, pelo menos 1 vez por mês, na 3ª noite da lua cheia, pois isso fortalece o Cigano. Só não coloque frutas ácidas, tipo abacaxi ou laranja... Ciganos não gostam de sabores ácidos, pelo menos a maioria não, e se você não tiver a certeza, melhor não arriscar! As frutas devem ficar até um pouco antes de apodrecer, e devem ser despachadas num jardim bonito.


Pode ser oferecido também uma taça com vinho, além da que tem água, pois o vinho é a bebida Universal dos Ciganos. Mesmo que incorporados eles não bebam, a oferta de vinho é sempre bem aceita. Após uma semana, ou quando a lua virar, despeja o vinho em água corrente.


Flores também são bem vindas no altar, sendo que se for um altar para Cigano, as flores devem ser cravo branco ou vermelho, girassol, lírio branco ou Rosa branca (rosas em números ímpares). Essa regra vale apenas pro caso de não se conhecer as preferências de cada Cigano.


Os meus por exemplo também gostam de Jasmim. As flores murchas/secas devem ser deixadas num jardim.


Limpezas e trocas podem ser feitas qualquer dia, e qualquer hora, exceto nos dias de lua minguante e nova.


E, depois de montado, é fazer uso: todos os dias, aproxime-se, faça uma oração, mentalize a força que te acompanha, mesmo que você não saiba quem é. Ofereça à ele(a) o espaço, diga que é dedicado à ele(a) com carinho e que você quer estar mais próximo dele(a), coisas assim.

Que Oxalá nos abençoe sempre

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segunda-feira, 18 de maio de 2015

LENDAS CIGANAS


Olá irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos


Histórias e Lendas Ciganas




“Águia voa alto, mas com as asas cortadas, não passa de galinha grande.” (provérbio cigano)

O CIGANO JACÓ E O NAZARENO

“O galo pode cantar quanto quiser, mas nunca porá ovos”. (provérbio cigano)


- Jacó era um ferreiro cigano e passava por Jerusalém no tempo de Jesus. Sua comitiva estava parada perto da cidade santa, quando o Mestre foi preso e julgado. Os romanos preparavam o suplício e precisavam de gente para trabalhar. Nenhum carpinteiro ou ferreiro judeu, quis fazer a cruz ou fundir os cravos de ferro. Daí, que os carrascos romanos obrigaram Jacó, sob ameaça da espada, a fazer os três cravos da crucificação, dois para as mãos e um para os pés. Jacó sabia que Jesus era um justo, por isso amaldiçoou os romanos, predizendo a destruição de Roma por sua ganância e violência. Os algozes também obrigaram ele a pregar o Mestre no madeiro. Ele fez isto chorando e pedindo ao Mestre perdão. O nazareno, envolto na dor, disse ao cigano que não se preocupasse, pois o seu povo era nobre e fiel. Disse também que seriam todos agraciados, pela presença de uma virgem que viria do mar. Desde então, os ciganos passaram a esperar pela virgem e caminhar por todo o canto do Oriente e do Ocidente. Até que um dia, apareceu Santa Sara, a virgem negra. Era o dia 25 do mês de maio. Por isso, os ciganos são devotos de dois santos: a prometida Santa Sara e São Jorge, o patrono dos ferreiros.


EXÚ LERÚ O MOURO CIGANO
“Cachorro correndo sozinho se acha o mais veloz do mundo”. (provérbio cigano).


- Dona Maria me contou que o Exú Cigano, foi um cigano mourisco que se chamava Lerú. Ele chegou ao Brasil, junto com outros escravos da África e por aqui viveu. Como sabia ler, foi vendido para o dono de grandes armazéns, que o colocou como chefe. Muito esperto, Lerú começou a ajudar muita gente, que como ele, estava naquela triste situação. Ajudou tanto, mesmo correndo risco de vida, que um velho Tata africano lhe iniciou no culto. Ele foi o primeiro cigano a entrar na religião dos negros ! Então, depois que desencarnou, passou a trabalhar nas rodas e reuniões que ainda eram escondidas. Dizem que a primeira vez que deu seu nome, foi numa gira no Rio de Janeiro. Daí ganhou o apelido de Exú Cigano.
Seu Manuel fazia a distinção entre os espíritos ciganos da “Direita” e os exús ciganos da “Esquerda”. Para ele, Exú Cigano era o líder de outros ciganos que passaram pela Jurema ou outro culto afro-brasileiro em vida.
Na Jurema ou Catimbó, o líder dos espíritos ciganos é Mestre João Cigano. Perguntei a Tio Manolo se ele conhecia outros nomes de espíritos ciganos, chefiados por Exú Cigano.
- Tem o Exú Cigano do Oriente, Exú Cigano do Circo, Exú Cigano Calão (da Tribo Calon), Exú Cigano da Praça e Seu Giramundo Cigano (não confundir com o Exú Giramundo).
Segundo ele, tem também as Pombas Giras Ciganas, com suas histórias, lendas e magias. Porém, vamos deixar este interessante tema para outra edição do Jornal.


Salve o Povo Cigano !


Por Edmundo Pelizari - Publicado no JUS (Jornal de Umbanda Sagrada)
Que Oxalá nos abençoe sempre


Saravá .'.
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CAMINHO... "Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do Astral que se desdobram em muitas formas para te auxiliar. Seu caminho é e sempre será a Umbanda, enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao contato com a brasa incandescente e for acometido da sensação de estar sendo transportado para outro lugar, a Umbanda continuará sendo seu caminho enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te curvar, a simpatia das Pomba Giras te atrair e a ciranda dos Erês te relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza das crianças. Sim, seu lugar é no Templo que frequenta, enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao final de cada gira, enquanto os objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você preservar o respeito e lealdade ao seu Sacerdote ." - Sr. Caboclo Tupinambá

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Léo Del Pezzo, ou Pai Léo das Pedreiras. Médium Umbandista á 8 anos, consagrado Pai Espiritual.Dedica todo seu sacerdócio para levar o entendimento de conhecimentos esotéricos, filosófico e teologicos ,exaltando a "Umbanda"