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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ENCANTADOS

Resultado de imagem para gaiola barco a vaporOlá irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos



A Novela “ Velho Chico” da Globo tem trazido a tona um assunto muito interessante, de uma riqueza cultural ímpar. Os chamados “Encantado”.Com enfase no Gaiola dos Encantados.  Para entendermos é preciso conhecermos o princípio desta Cultura.

Vinda dos Pajés e de culturas indígenas, os “Encantados” são semi-deuses da mitologia Tupi. A Miscigenação de cultos que deu origem a rituais como o Catimbó, Jurema,Pajelança, Terecô, Barquinha entre outros deu ainda mais força para o que conhecemos hoje como encantados, porém justiça seja feita, o culto aos “Encantados” advém de tradições indígenas.

O “Encantado” não é um espírito propriamente desencarnado, a Tradição diz que são espíritos que romperam a barreira entre os planos espirituais, o Espírito não desencarnou ele “Encantou”. Este encanto pode ser dado de várias formas, a mais tradicional foram de pessoas que simplesmente sumiram e nunca se soube deste paradeiro, ou de pessoas que morreram de forma brutal, a ainda das pessoas que se “fundiram” com a natureza.


O caso mais famoso de “Encanto” por sumiço é o do Famoso Encantado “Dom Sebastião” homem que se encantou pros lados do Maranhão, Dom Sebastião simplesmente sumiu, algumas lendas dizem ter se tornado a Ilha de Marajó no Pará.

Já um caso de morte Brutal é do Encantado Lampião, que segundo a tradição dos encantados quando a primeira bala bateu em seu corpo, Ele “Encantou-se” antes de deixar o Corpo. Enquanto o caso mais famoso de fundição é do Índio Araribóia, Cacique dos Aymorés que desgostoso da vida se jogou no mar e de lá tornou-se o próprio mar, dai seu nome “Araribóia” (Cobra d´Aguá em tupi)

Os Encantados são divididos em famílias, a mais famosa a Família Légua, onde seus encantados usam o Título de Barão e Princesas, os barões de cartolas pretas e casacas enquanto as princesas sempre bem arrumadas e de vestidos, espíritos muito parecidos com os Exus e Pomba-Giras de Umbanda, até mesmo estudiosos dizem que a palava “Légua” pra família deriva dos Exu Africano Nagô chamado “Elégbara”.

Vamos conhecer algumas famílias:

Na Casa de Tóia Jarina cultuamos várias famílias de encantados, mas a principal é a do Rei Sebastião e da família do Lençol. Esses encantados usam chinelos brancos e toalhas de Richelieu. Aliás, algumas famílias de encantados usam chinelos, uma influência dos voduns da Casa das Minas Jeje do Maranhão, A Segunda grande família da Casa é a da Mata do Codó, cujo destaque é para Zé Raimundo Boji Buá Sucena Trindade. São assemelhados aos boiadeiros mas em nenhum momento se confundem com estes. São chefiados por Seu Légua Boji Buá.

Cultua-se, com grande destaque, na Casa de Tóia Jarina, a família dos Turcos, a grande família de Turquia, sob o comando da legendária Cabocla Mariana, a Bela Turca. chefiados por Dom João de Barabaia, Rei da Turquia. Merece grande destaque a família da Bandeira, chefiada por Caboclo João da Mata, o Rei da Bandeira, Rei Boa Esperança, de origem portuguesa e italiana. É uma família de encantados nobres, chamados de bandeirantes.

Destaca-se também a família da Baía chefiada por Baiano Grande Constantino Chapéu de Couro, Seguem as famílias da Mata de Jurema, chefiada por Seu Jurema, Dona Jurema e Dona Jureminha, tendo grande importância o Caboclo Rompe Mato, também chamado Cachapá da Jurema. Essa é a família de índios, Outra é a família de Surrupira, chefiada por Velha Surrupira e composta de entidades selvagens e sem contatos com a civilização. Algumas vezes se confunde Surrupira com o Curupira e o Saci – Pererê ,Também temos a família dos Marinheiros, chefiados por Boço Marinheiro Jarladana, que se apresentam como servidores de Iemanjá. Chegam cambaleando, lembrando o balanço do mar; não por estarem bêbados, como muitos acreditam. É uma linhagem nobre, muito grande

A família nobre do Juncal, do Rei do Junco, também chamada família dos Bastos, tem origem mítica austríaca, que seriam nupes abrasileirados. Dom Antônio do Juncal é o chefe pai de Dona Servana, uma entidade guerreira parecida com Iansã.

Além das Famílias “Gama” de Dom Luíz Gama e da Família dos Botos.

Enfim os Encantados estão muito presentes na Cultura, principalmente no Norte e Nordeste do nosso País. Onde o Espiritual, junta-se com o Folclórico. Um Traço interessante é que Encantados que encantaram-se nos Rios e Mares tornam-se “Oficiais” chamados de Comandantes e Marinheiros são os responsáveis por trazer os Encantados para o contato com o nosso Plano Físico.


Na Umbanda a manifestação dos Encantados é constante, ainda mais depois da Umbanda ter chegado ao Nordeste por volta da década de 50, a Manifestação desses encantados deram origens a 3 Linhas específicas da Umbanda: Os Baianos, Boiadeiros e Marinheiros. Para os Baianos os Encantados mais civilizados e do Catimbó. Já na Linha de Boiadeiros ou “Caboclos de Couro” para os Encantados 
mais puros. E a Linha dos marinheiros para os Encantados que fazem o trabalho acima citado. Um Traço ainda que vale ressaltar é que os Encantados são espíritos mundanos com sentimentos mundanos e é possível encontrar Encantados que façam o Mal, estes a Umbanda não tem contato.

Que Oxalá nos abençoe sempre


Saravá .'.
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sexta-feira, 1 de julho de 2011

ORAÇÃO DE UM CANGACEIRO

Olá irmãos


Que a paz de Oxalá esteja com todos

Julho mês de homenagem aos Baianos, a primeira postagem é uma oração passada por seu Zé Faísca. a 


"Oração de um Cangaceiro"


Deus pai, protetor.
Não deixeis durmir quando a noite espreitar-me a morte.
Não deixeis sentir fome quando a necessidade me assolar.
Não deixeis sentir frio quando ocorrer-me arrepios na espinha.

Mestre no Universos.

Fazei que meus pés sejam mais rápidos do que de meus algozes.
Deixai que minhas mão sejam mais ligeiras que de minhas desavenças.
Me dê a graça de meus olhos enxergarem mais que o Carcará que corta o céu do Sertão.

Painho Deus. Se me for confortada a morte .
Que aos seus braços repouse.
[cangaceiro.jpg]Perdoai minhas falhas e daí me a luz  para viver no paraíso.
Enfim dê meo perdão que nunca dei aos meus inimigos.



--> Baiano Zé Faísca

Que Oxalá nos abençoe sempre


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quinta-feira, 23 de julho de 2009

CARTA DE UM BAIANO


Ola irmãos


Que a paz de Oxalá esteja com todos.


Bem irmãos este mês a homenageada é Nanã Buruque, porém também dedicamos este mês aos baianos. E como não fiz nenhuma postagem ligadas a ele, tenho um texto que acabou de ser psicografado, por um baiano, só peço irmãos que se divulgarem não esqueçam de escrever a autoria. Vale a pena conferir o texto, é muito bonito.

Carta de um Baiano

O sol sempre foi uma das preocupações, mas sem ele nunca teríamos sobrevivido, a seca é dura, mas ela nos faz lembrar o quanto somos fortes e guerreiros.
A poeira que cisma em subir faz nos lembrar que não somos mais do que isso perto da luz de nosso grande mentor.
Nossa vida foi dura, nossa vida foi difícil, mas mesmo assim, carregamos em nosso peito o sentimento de superação.
Nossos passos foram difíceis, nossos rostos marcados pelo sol e pelas incompreensões, mas este até hoje carrega um sorriso largo, a todos que nos pedem ajuda.
Alguns nos criticam, pois manipulamos há bebida um pouco demais, mas é que ainda estamos presos a nosso passado, e nosso amor é tanto pela vida que queremos de alguma forma nos sentirmos vivos. Alguns dizem que somos desequilibrados, mas digo que não, apenas cumprimos a lei sagrada, e essa ás vezes deixa marcas em nosso corpo etéreo. Outros vão mais além e dizem que somos a escória do plano espiritual, mas digo que não, somos humildes sim, fazemos trabalhos em lugares que poucos adentram, mas alguém deve fazer essas tarefas, mas infelizmente alguns não nos dão valor, mas o importante é que desde um nego veio até um Exu dá valor a nosso trabalho regenerador.
Gosto de dizer que somos a ponta do punhal, a linha de frente dos trabalhos, talvez por este motivo sejamos tão incompreendidos. Mas digo a vocês irmãos queridos, é só nosso povo estar em terra que a alegria e a felicidade tomam conta do ambiente.
Somos um povo guerreiro que vencemos tamanhas dificuldades em vida, alguns de nós injustiçados pelas leis dos homens, outro coagido por terem seu modo de vida mais liberta, mas somos genuinamente brasileiros, e amamos esta terra, fomos um dos braços do progresso desse Torrão, e hoje baixamos no terreiro trazendo nossa energia amparando e limpando todo mal, para que nossos companheiros Exus efetuem seu trabalho.
Não pensem que esta carta é um lamento, e nem uma advertência ou desabafo, e sim um comunicado de quanto nós Baianos, Boiadeiros e Marinheiros, tanto amamos vocês encarnados.
E não se esqueçam queridos companheiros o quão mais perto da luz vocês estiverem, mais longe das trevas vocês estarão.

Baiano José Francisco, mais conhecido como “Zé Faísca”.
Médium: Leonardo Del Pezzo
Que Oxalá nos abençoe sempre
Saravá .'.
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

SALVE A BAHIA, SINHÔ

Olá irmãos

Que a paz de Oxalá esteja com todos

Hoje postarei uma histórinha muito interessante que vim conhecer ontem, mas descobri que já é bem conhecida na internet, achei muito interessante esta história.

Encontro de Seu Zé Pelintra e Seu Lampião

Um dia desses, passeando por Aruanda, escutei um conto muito interessante. Uma história sobre o encontro de Zé Pelintra com Lampião...Dizem que tudo começou quando Zé Pelintra, malandro descolado na vida, tentou aproximar - se de Maria Bonita, pois a achava uma mulher muito atraente e forte, como ele gostava. Virgulino, ou melhor, Lampião, não gostou nada da história e veio tirar satisfação com o Zé:_Então você é o tal do Zé Pelintra? Olha aqui cabra, devia te encher de bala, mas não adianta...Tamo tudo morto já! Mas escuta bem, se tu mexer com a Maria Bonita de novo, vou dá um jeito de te mandar pro inferno..._Inferno? Hahahaha, eu entro e saiu de lá toda hora, num vai ser novidade nenhuma pra mim!_ respondeu o malandro _ Além do mais, eu nem sabia que a gracinha da "Maria" tinha um "esposo"! Então é por isso que ela vive a me esnobar!_Gracinha? Olha aqui cabra safado, tu dobre a língua pra falar dela, se não tu vai conhecer quem é Lampião! _ disse Virgulino puxando a peixeira, já que não era e nunca seria, um homem de muita paciência._Que isso homem, tá me ameaçando? Você acha que aqui tem bobo?_ e Zé Pelintra estralou os dedos, surgindo toda uma falange de espíritos amigos do malandro, afinal ele conhecia a fama de Lampião e sabia que a parada era dura.Mas Lampião que também tinha formado toda uma falange, ou bando, como ele gostava de chamar, assoviou como nos tempos de sertão e toda um "bando" de cangaceiros chegaram para participar da briga. A coisa parecia já não ter jeito, quando um espírito simples, com um chapéu na cabeça, uma camisa branca, cabelos enrolados, chegou dizendo:_Oooooooxxxxxx! Mas o que que é isso aqui? Compadre Lampião põe essa peixeira na bainha! Oxente Zé, tu não mexeu com Maria Bonita de novo, foi? Mas eu num tinha te avisado, ooooxx, recolhe essa navalha, vamo conversar camaradas..._Nada de conversa, esse cabra mexeu com a minha honra, agora vai ter! _ Disse Lampião enfurecido!_To te esperando olho de vidro! _ respondeu Zé Pelintra._Pera aí! Pela amizade que vocês dois tem por mim, “Severino da Bahia”, vamo baixar as armas e vamo conversar, agora!Severino era um antigo babalorixá da Bahia, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos. Os dois por consideração a ele, afinal a coisa que mais prezavam entre os homens era a amizade e lealdade, baixaram as armas. Então Severino disse:_Olha aqui Zé, esse é o Virgulino Ferreira da Silva, o compadre Lampião, conhecido também como o “Rei do Cangaço”. Ele foi o líder de um movimento, quando encarnado, chamado Banditismo ou Cangaço, correndo todo o sertão nordestino com sua revolta e luta por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo, etc. Mas sabe como é, cometeu muitos abusos, acabou no fim desvirtuando e gerando muita violência..._É, isso é verdade. Com certeza a minha luta era justa, mas os meios pelo qual lutei não foram, nem de longe, os melhores. Tem gente que diz que Lampião era justiceiro, bem...Posso dizer que num fui tão justo assim_ disse Lampião assumindo um triste semblante._ Eu sei como é isso. Também fui um homem que lutou contra toda exploração e sofrimento que o pobre favelado sofria no Rio de Janeiro. Nasci no Sertão do Alagoas, mas os melhores e piores momentos da minha vida foram no Rio de Janeiro mesmo. Eu personificava a malandragem da época. Malandragem era um jeito esperto, “esguio”, “ligeiro”, de driblar os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, etc. Mas também cometi muitos excessos, fui por muitas vezes demais violento e, apesar de morrer e terem me transformado em herói, sei que não fui lá nem metade do que o povo diz_ dessa vez era Zé Pelintra quem perdia seu tradicional sorriso de canto de boca e dava vazão a sua angústia pessoal..._Ooxx, tão vendo só, vocês tem muitas semelhanças, são heróis para o povo encarnado, mas, aqui, pesando os vossos atos, sabem que não foram tão bons assim. Todos têm senso de justiça e lealdade muito grande, mas acabaram por trilhar um caminho de dor e sangue que nunca levou e nunca levará a nada._É verdade... Bem, acho que você não é tão ruim quanto eu pensava Zé. Todo mundo pode baixar as armas, de hoje em diante nós cangaceiros vamo respeitar Zé Pelintra, afinal, lutou e morreu pelos mesmos ideias e com a mesma angústia no coração que nós!_ O mesmo digo eu! Aonde Lampião precisar Zé Pelintra vai estar junto, pois eu posso ser malandro, mas não sou traíra e nem falso. Gostei de você, e quem é meu amigo eu acompanho até na morte._Oooooxxxxx! Hahahaha, mas até que enfim! Tamo começando a nos entender. Além do mais, é bom vocês dois estarem aqui, juntos com vossas falanges, porque eu queria conversar a respeito de uma coisa! Sabe o que é...E Severino falou, falou e falou... Explicando que uma nova religião estava sendo fundada na Terra, por um tal de Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma religião que ampararia todos os excluídos, os pobres, miseráveis e onde todo e qualquer espírito poderia se manifestar para a caridade. Explicou que o culto aos amados Pais e Mães Orixás que ele praticava quando estava encarnado iria se renovar, e eles estavam amparando e regendo todo o processo de formação da nova religião, a Umbanda..._...é isso! Estamos precisando de pessoas com força de vontade, coragem, garra para trabalhar nas muitas linhas de Umbanda que serão formadas para prestar a caridade. E como eu fui convidado a participar, resolvi convidar vocês também! Que acham?_Olha, eu já tenho uma experiência disso lá no culto a Jurema Sagrada, o Catimbó! Tô dentro, pode contar comigo! Eu, Zé Pelintra, vou estar presente nessa nova religião chamada Umbanda, afinal, se ela num tem preconceito em acolher um “negô” pobre, malandro e ignorante como eu, então nela e por ela eu vou trabalhar. E que os Orixás nos protejam!_Bem, eu num sô homem de negar batalha não! Também vou tá junto de vocês, eu e todo o meu bando. Na força de “Padinho” Cícero e de todos os Orixás, que eu nem conheço quem são, mas já gosto deles assim mesmo...E o que era pra transformar - se em uma batalha sangrenta acabou virando uma reunião de amigos. Nascia ali uma linha de Umbanda, apadrinhada pelo baiano “Severino da Bahia”, pelo malandro mestre da Jurema “Zé Pelintra” e pelo temido cangaceiro “Lampião”.Junto deles vinham diversas falange. Com o malandro Zé Pelintra vinham os outros malandros lendários do Rio de Janeiro com seus nomes simbólicos: “Zé Navalha”, “Sete Facadas”, “Zé da Madrugada”, “7 Navalhadas”, “Zé da Lapa”, “Nego da Lapa”, entre muitos e muitos outros.Junto com Lampião vinha a força do cangaço nordestino: Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Xumbinho, Sabino, etc.Severino trazia toda uma linha de mestres baianos e baianas: Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Maria Conga, vixi num acaba mais...Em homenagem ao irmão Severino, o intermediador que evitou a guerra entre Zé Pelintra e Lampião, a linha foi batizada como “Linha dos Baianos”, pois tanto Severino como seus principais amigos e colaboradores eram “Baianos”.E uma grande festa começou ao som do tambor, do pandeiro e da viola, pois nascia ali a linha mais alegre, mais divertida e "humana" da Umbanda. Uma linha que iria acolher a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, contra a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais, uma linha que teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam - se na força, mas que hoje lutavam com as mesmas armas, agora guiados pela bandeira branca de Oxalá.E, de repente, no meio da festa, raios, trovões e uma enorme tempestade começaram a cair. Era Iansã que abençoava todo aquele povo sofrido e batalhador, igualzinho ao povo brasileiro. A Deusa dos raios e dos ventos acolhia em seus braços todas aqueles espíritos, guerreiros como ela, que lutavam por mais igualdade e amor no nosso dia - dia.E assim acaba a história que eu ouvi, diretamente de um preto – velho, um dia desses em Aruanda. Dizem que Zé Pelintra continua tendo uma queda por “Maria Bonita”, mas deixou isso de lado devido ao respeito que tem pelo irmão Lampião. Falam, ainda, que no momento ele "namora" uma Pombagira, que conheceu quando começou a trabalhar dentro das linhas de Umbanda. Por isso é que ele "baixa", às vezes, disfarçado de Exu...

Que OXalá nos abençoem

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terça-feira, 15 de julho de 2008

LINHA DOS BAIANOS

Olá Irmãos

Que apaz de Oxalá esteja com todos

Primeiro gostaria de pedir mil desculpas por ter ficado mais de um mês sem postar é que estava sem computador acabei nem postanto sobre o Orixá Xangô, mas como já entramos no mês de Nanã e dos baianos seguimos com as próximas homenagens.Hoje postarei sobre a linha dos baianos.
Bem essa linha não era muito difundida,pois não é uma das linhas principais da Umbanda, nesta linha baixam espíritos que tem ligação com a região nordeste do Brasil, são espíritos que não medem esforços para ajudarar o consulente, aquele em que o Baiano pegou sua causa, são espíritos alegres,engraçados.São eles os serventias dos Exus,como eles mesmo dizem quando o Exu precisa,é els que os auxiliam.Gostam muito de trabalhar com descarrego, principalmente com fundanga(pólvora).
Os mais conhecidos espíritos desta linha são:Lampião,Severino,Zé Ferino,Zé do Coco, Zé Bento, Zé do Laço, Zé Corisco, Zé Baiano,Zé Pelintra,Mané Pelintra,Maria Bonita,Maria Baiana, Baiana das Miçangas, Maria Quitéria,Maria Mulambo.

Que Oxalá nos abençoe sempre,e Salve a Bahia Senhor

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CAMINHO... "Sim, seu caminho é a Umbanda enquanto você valorizar a experiência espiritual com os Orixás, Guias e Mensageiros do Astral que se desdobram em muitas formas para te auxiliar. Seu caminho é e sempre será a Umbanda, enquanto você acender uma vela e sentir que ela fala contigo, enquanto você escutar o som do atabaque e seu corpo aquecer num compasso de vibrações e arrepios, enquanto você sentir o aroma das ervas transmutadas em fumaça ao contato com a brasa incandescente e for acometido da sensação de estar sendo transportado para outro lugar, a Umbanda continuará sendo seu caminho enquanto o brado dos Caboclos te arrepiar, o silêncio dos Pretos Velhos te emocionar, o gracejo dos Baianos te alegrar, a sinceridade dos Exus te curvar, a simpatia das Pomba Giras te atrair e a ciranda dos Erês te relembrar que, apesar dos pesares, o mais importante é não perder a pureza das crianças. Sim, seu lugar é no Templo que frequenta, enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado, enquanto você sentir saudade ao final de cada gira, enquanto os objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos, enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais, enquanto você preservar o respeito e lealdade ao seu Sacerdote ." - Sr. Caboclo Tupinambá

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Léo Del Pezzo, ou Pai Léo das Pedreiras. Médium Umbandista á 19 anos, consagrado Pai Espiritual.Dedica todo seu sacerdócio para levar o entendimento de conhecimentos esotéricos, filosófico e teologicos ,exaltando a "Umbanda", Escritor do livro: "SENZALA - A PRISÃO DA ALMA"